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Lídia Jorge

Sobre Olhos de caçador

«Li e fiquei impressionada com o livro; acho que é um documento fortíssimo e, como documento, muito bem escrito. A linguagem é muitíssimo violenta, às vezes quase resvala um pouco para Zola, mas depois agarra bem e volta para trás e não abusa; fica em consonância entre aquilo que quer dizer e a própria linguagem. Está muito bem abraçado, está muitíssimo bem. (…) Foi uma surpresa».

Lídia Jorge (Escritora) - Programa Câmara Clara, RTP 2

23-05-2008
Luís Caetano

Sobre Olhos de caçador

“Olhos de Caçador” é um dos melhores romances testemunho sobre a guerra colonial publicado nos últimos anos. (…) A acção é veloz, o enredo é ficcionado, mas o discurso é cru e preciso, cheio de detalhes realistas».

Luís Caetano (Jornalista) – Programa Câmara Clara, RTP 2

19-05-2008
Fernando Dacosta

Sobre Olhos de caçador

«Uma lufada de ar fresco na literatura portuguesa da guerra colonial».

 Fernando Dacosta (Jornalista/Escritor)

08-09-2008
Beja Santos

Sobre Olhos de caçador

«Olhos de Caçador, de António Brito, Porto Editora, 2014, é um livro assombroso, pode perfeitamente enfileirar ao que de melhor foi escrito sobre a guerra colonial, onde já avultam nomes sonantes como Carlos de Matos Gomes, João de Melo, José Martins Garcia, Álvaro Guerra, entre outros. Tem o vigor de uma peregrinação e até há um Fernão Mendes Pinto: Zé Fraga, mobilizado para a guerra colonial em Moçambique. E como passado rocambolesco: contrabandista e passador de emigrantes, vasto historial em expedientes, a ludibriar a GNR e a Guardia Civil. Lá vai compulsivamente para o Planalto dos Macondes, ali se irá desenrolar uma saga com todos os ingredientes onde não faltam o ódio, o delírio puro, o horrendo descrito nas suas tonalidades mais fortes, a sensualidade mais epidérmica. E esta saga é vibrante: a viagem no Niassa onde este soldado mobilizado compulsivamente ganha dinheiro a jogar e sofre tratos de polé, tal a ira que lhe reserva o comandante companhia, alcunhado de Galo Doido. Aliás, todos os militares têm alcunhas: o Ruivito, o cabo Lérias, o enfermeiro Peida Gorda, o Cu de Chumbo, o Mãozinhas… A lista é enorme, só escapam dois amigos de grande estima, o alferes Perdigoto e o sargento Bezerra. António Brito trata o leitor a duche escocês, entre o escaldante e o frígido todas as cambiantes são possíveis e nunca se fecha o livro a não ser por força maior, tal o peso da emotividade da escrita. O Galo Doido aposta em destruir Zé Fraga, no mínimo humilhá-lo ou anulá-lo. E no aquartelamento de Magolé resolve desterrá-lo para um fim do mundo: o Posto 36. Zé Fraga leva a melhor e os camaradas respeitam-no: tem os olhos do caçador, fareja a mata como ninguém, faz negócios ilícitos, fuma e planta suruma, desvia combustível para que o Mãozinhas desvie mantimentos e medicamentos para as populações carenciadas de Magolé. É ágil como um gato, não é por acaso que tem olhos de caçador, assim: “Com um dedo no ar, indiquei ao alferes que se aproximava um homem. Um só. Com o polegar para cima, fez-me sinal de ok, para avançar. Agora a iniciativa era minha. Eu saltaria para a picada e o Roscas, ao meu lado, dar-me-ia cobertura. Estava à espera que o homem fugisse quando me visse, mas não. Dei um salto e apareci na frente de arma apontada. Deixou cair a enxada e olhou-me assustado. Ao ver os outros surgirem por detrás de mim, começou a tremer e a mijar pelas pernas abaixo. Agarrei-o pelo braço para sair do trilho e voltar para a cobertura da mata. O Roscas com um braçado de ramos varreu o chão e apagou as pegadas. Depois desaparecemos pelo arvoredo com o prisioneiro”. Brito entremeia a sua prosa da linguagem mais crua que imaginar se possa, é excessivo, excessivo até mais não poder. A essência da guerra, a camaradagem, os sentimentos mais dignos e os comportamentos mais alvares reluzem numa prosa crua que se vai fixar num possessivo retábulo barroco, onde tudo é desmedido. Até se chegar ao calvário de um sinistro que afastará Zé Fraga das práticas da guerra. Nova etapa da peregrinação, que se sabe desde o primeiro capítulo que irá acabar mal, pois está exarado desde as primeiras páginas. Um notabilíssimo romance sobre a guerra colonial. E a preço muito abordável».

Beja Santos (Jurista/Escritor)

20-10-2015
José Manuel Barata Feyo

Sobre Olhos de caçador

«O melhor livro que jamais se escreveu em língua portuguesa sobre a essência da guerra e a servidão do combatente.»

José Manuel Barata Feyo (Jornalista/Escritor)

03-03-2009
Graça Delgado

Sobre Olhos de caçador

«Parabéns, António! Amei "Olhos de caçador". Tive  de  meter  um  dia  de  férias  para ler  de  seguida, temos  uma  peça  literária  de  referência. Um  dom  raro… a  subtileza,  a  elegância,  o  humor  inteligente…  raríssimos. Uma  história para contar – fortíssima mas, helás! – sobretudo  o  essencial, o  testemunho corajoso, sólido, assumido  até  ao  miolo de  forma original, inteligente e sensível; tem lá  tudo. Está lá o corpo inteiro… e é bonito, sem cedências até ao tutano. Um prazer danado».

Graça Delgado (Artista Plástica)

19-07-2009
Jorge Vicente

Sobre Olhos de caçador

«Comecei a ler o livro “Olhos de Caçador” de António Brito (…) e estou preso ao enredo. O livro trata de um indivíduo que nascido na raia beirã acaba por ir parar a Moçambique para defender o Império dos portugueses. O livro é contado na primeira pessoa, na decadência da velhice. Tem um esquema clássico de narrar que é o da analepse. No tempo presente alguém conta acontecimentos passados. O destinatário da mensagem não está realizado na narração por isso "conta" para o leitor. Basicamente tem dois grandes corpos de analepse encaixados. Tendo nós acesso a três tempos. O da narração no presente. O da ida para África e, nessa ida, a introdução de memórias mais antigas da vida e infância beirã.

Recordo que esquema em analepses acontece na literatura desde o Ulisses de Homero. Na corte dos Feaceos. Primeiro o Aedo Demódoco canta os acontecimentos da guerra de Tróia. E depois Ulisses conta as suas desventuras aos pais de Nausicaa (filha dos reis dos Feaceos). É a primeira grande estrutura em analepses. (excepto no Gilgamesh em que ao herói é contado o dilúvio. Mas essa é uma narrativa mítica que lhe é contada).

O enredo, para este livro, é o mais importante. Assistimos assim ao desenvolvimento da peripécia e da situação. Estando elegantemente bem escrito assistimos a um trabalho aturado do uso de metáforas e de comparações (que para Jackobson são dois aspectos da mesma figura de estilo). O livro (…) segue a grande tradição do romance ocidental, tradição esta que teve o seu apogeu no século XIX com os grandes romancistas. Este é um tipo de livros que é muito comum e apreciado pelo público que tem assegurado a fortuna do género romance.

A estratégia discursiva deste livro escapa a inovações ou aventuras narratológicas. Tendo a vantagem por um lado de ser extremamente claro e agradável de ler. O género romance, no seu geral, opta por se apresentar com a maneira de contar oitocentista. Como se não tivesse acontecido o Ulisses do James Joyce, ou o Húmus do Raúl Brandão, ou tantos livros que inovaram nas estruturas mais fundas do romance.

Um autor que retoma a tradição da inovação a estes níveis é, sem dúvida, o António Lobo Antunes. Mas, o livro do António Brito, dentro de uma maneira de escrever conservadora é perfeito. O que já não é nada, mas mesmo nada mau.
Parabéns, António!»

Jorge Vicente (Crítico literário)

14-06-2010
Isabel Madruga

Sobre O céu não pode esperar

«António, adorei o seu livro “O céu não pode esperar”. A destreza que evidencia na descrição de diferentes cenários bélicos e culturais, em diferentes épocas e tempos é magnífico. Quanta atrocidade! O Espaço sem limite.  A eternidade. O que está em cima é igual ao que está em baixo! Apenas um mestre como António conseguiria juntar e relacionar Moçambique, a costa portuguesa, Peniche, o Mosteiro de Alcobaça, Yupanki, a montanha do Andes. E no princípio era aquela gruta no sul da Tanzânia. E a luz do cristal verde que tudo sabe e que tudo vê no mosteiro de Alcobaça. A alquimia e a transmutação dos metais. O mergulho nas entranhas do cérebro, a disciplina das energias. Arrepiada fiquei com o dia do grande sol. Que lindo o sentimento em memória do espírito que sobe ao céu. “Eu quero observar do alto com o olhar de Deus". Romão ainda bem que ultrapassaste a velocidade do som, para que Carmela encha o seu coração com o amor que ele tem por ela, e ignore quem lhe fez mal. Só o amor liberta.

Obrigada António, pelo magnífico momento de leitura que o seu livro, “O céu não pode esperar” me proporcionou. Muitos parabéns!»

Isabel Madruga (Leitora reflexiva)

21-09-2010
Serafim de Sousa

Sobre O céu não pode esperar

«Depois de pegar no livro “O céu não pode esperar”, nunca mais o larguei até acabar. Foi dos livros que li em menor espaço de tempo, tal foi o interesse que me despertou. Parabéns pela maneira excelente como escreve e como consegue prender a atenção do leitor. Um estilo impecável e natural, com rasgos de prosa exuberante e então uma imaginação fora do comum. Parecia-me que estava a ler o Código Da Vinci. Os limites da ciência ainda estão por descobrir, mas uma coisa é certa, num romance o que conta é mesmo a criatividade dos factos e depois conseguir bem como conseguir conjugar uma coisa com outra sem ferir dignidades, mas sempre na linha do imaginário possível e natural. Aquela velocidade descomunal da borboleta e o telefonema para despedir em paz a tal freira para o outro mundo encheu-me as medidas. Qualquer dia hei-de adquirir o outro para o ler, pois gostei imenso. Parabéns mais uma vez!

Serafim de Sousa (antigo capelão dos pára-quedistas em Nacala-Moçambique)

08-10-2012
Filipa Melo

Sobre O céu não pode esperar

«A principal virtude do autor continua a ser o estilo directo, a fluidez da narrativa, a justeza dos diálogos e a vontade primacial de contar uma história.»

Filipa Melo (Jornalista/Escritora)

26-05-2009
Maria José Gama

Sobre O céu não pode esperar

“O Céu não pode esperar” é um livro fascinante que me prendeu com muito interesse e entusiasmo, lamentando sempre que tinha de interromper a sua leitura.  E que me tem feito reflectir. Considero-o um grande documento. Seria um Grande Filme. António Brito, através de criteriosa e exaustiva pesquisa, dá-nos um romance onde a ficção e a realidade histórica coabitam naturalmente. Consegue entrosar períodos distintos e tão distantes uns dos outros, quer no tempo, quer geograficamente, que convergem num objectivo comum, o da ascensão. Objectivo protagonizado designadamente por Yupanki, por Alarcão, por Fagundes Dias e pelo Tenente Vítor Romão, sem esquecer a doce e inteligente Carmela. Ascensão nos desígnios de Deus bem como na investigação científica, nos valores humanistas, no amor e no fascínio de Romão pela pilotagem e pelas alturas que o levaram, através da borboleta de cristal de Yupanki para o espaço. Parabéns António Brito. De seguida vou ler “Olhos de caçador”, e espero que muito em breve nos brinde com novo livro. Não pode parar».

Maria José Gama (Escritora)

17-03-2011
Benjamim Monteiro

Sobre O céu não pode esperar

"O Céu não Pode Esperar" é um belíssimo romance. Muito bem escrito. A trama está muito bem urdida, com situações e linguagem sem lugares-comuns. O texto, que tem a capacidade de nos prender em todos os capítulos,  está elegantemente arrumado, sem ideias dispersas, ou supérfluas. Os diálogos são bem conduzidos. A intriga está muito imaginativa. A parte final do livro e da estória de amor são enternecedoras. Este livro revela uma grande maturidade intelectual. Não nos faça esperar muito tempo pelo próximo. Expresso as minhas sinceras felicitações». 

Benjamim Monteiro (Sociedade da Língua Portuguesa)

14-11-2009
Deolinda Pinto

Sobre O céu não pode esperar

«António, grande livro “O céu não pode esperar”. Neste mistério, gostei muito da capacidade de prender o leitor à história até ao final, de conseguir articular várias histórias ao mesmo tempo em épocas diferentes, da descrição que me fez sorrir, denunciando a capacidade imaginativa do autor e o seu estilo cheio de criatividade e originalidade. Na essência, conseguiu transmitir nesta história, a busca da verdade e do conhecimento para o ser humano aprender a ser maior no seu desenvolvimento espiritual. Na parte final conseguiu uma emotividade muito grande na escrita, a reflexão é inevitável quanto aos segredos e enigmas por revelar, por vezes a coragem falta para alcançar o desconhecido e querer sentir o que o nosso campo de visão não alcança. A sua estrela, António, está bem viva dentro de si. Parabéns!»

Deolinda Pinto (Pesquisadora do Novo Conhecimento)

19-05-2015
Luís Barbosa

Sobre SAGAL – Um herói feito em África

Caro António Brito acabei agora a leitura de "Sagal-Um herói feito em África". Fabuloso! A ideia da estória ser contada através de recordações ao longo duma maratona é brilhante. A analogia entre o esforço dispendido ao longo da corrida e o dispendido ao longo daquele trajecto de vida, é genial. A personagem, qual diamante em estado bruto que se vai auto-lapidando ao longo da estória pela sua auto-estima, coragem e determinação, é o herói que todos admiramos e que, de alguma forma, todos gostaríamos de ser. O estilo crú, directo e despretencioso do livro torna-o de muito fácil e agradável leitura e, portanto, num potencial sucesso. O "Cliffhanger" no final do livro é o golpe de mestre do autor. Faz-nos implorar pelo próximo. Regressa "SAGAL", por favor! Volta depressa! Estou á espera de ti, Não demores!

Luís Barbosa (Leitor reconhecido)

29-07-2012
Fernando Dacosta

Sobre SAGAL – Um herói feito em África

«Trata-se de um grande romance com uma escrita espantosa que vai contra a corrente literária. Uma ideia fabulosa, uma metáfora do país. Parabéns.»

Fernando Dacosta (Escritor/Jornalista)

09-10-2012
João Manuel dos Santos Issa

Sobre SAGAL – Um herói feito em África

«Estou a tomar conhecimento com a sua obra, e estou fascinado com ela, vou a meio de "Olhos de caçador" e terminei em 5 dias o "Sagal". Vou ficar atento a seu próximo romance. Tudo que diz respeito à Guerra Colonial me interessa, perdi um grande amigo em Moçambique era eu um puto de 8 anos, e isso marcou-me imenso, tenho devorado tudo sobre essa guerra que se fez por lá, e teve aquele fim que todos sabemos. Era bom que o “Sagal” fosse adaptado ao cinema».

João Manuel dos Santos Issa (Leitor interessado na História de África)

10-03-2013
Isabel de Menezes Furtado

Sobre SAGAL – Um herói feito em África

«Eu tenho a sorte de ter lido a réplica de “Sagal”. O retrato mais que perfeito de duras realidades que se vão ora recordando ou esquecendo nos muitos quilómetros percorridos, com as sapatilhas leves e confortáveis, que atenuam as memórias de tantas vidas passadas, com grande rigor retratadas, pela linguagem genuína que o autor vai usando. (…) Uma Lisboa desabrigada pelas mais vis e duras realidades, onde uns ganham e outros perdem a sua dignidade. Por toda a cidade, do Martim Moniz aos Prazeres, de Carnide à Pontinha, muito vai acontecer até à baixa do Casal Ventoso. Mas o livro foi possível por que um dia um cão cheirou uma caixa (…) e dentro desta encontrou um bebé de olho azul que a mãe de Sagal abandonou. Sagal, quem és tu afinal! Retrata tanta verdade, conhecimento e determinação, como poucos ousam ter. Um verdadeiro escritor! Com imensa mestria. Felicito-o por correr para as metas sem esquecer os atrasados».

Isabel de Menezes Furtado (Descobridora de sentidos ocultos)

26-06-2014
Margarida Ramalho

Sobre SAGAL – Profeta do fim

Olá António Brito! Tinha lido "Olhos de Caçador" e fiquei agradavelmente surpreendida, ansiosa; li "O céu não pode esperar" e fiquei rendida, curiosa; li "Sagal"- Um herói feito em África, e fiquei  intrigada, e agora “Sagal - O profeta do fim”, enche-me as medidas.

Este seu novo livro é como se estivesse a olhar para um painel de mosaicos em movimento, precisei de tempo para compreender e verbalizar o que tinha sentido e o que me causara perplexidade. Esta epopeia de Sagal, é uma delícia: A saga de Sagal não são romances, são álbuns de BD - era o que eu sentia/via enquanto lia e me deixava transportar, mais até do que ao cinema. Diferentemente, este romance “Sagal – O profeta do fim”, tem pinceladas e ambientes de “Mad max” ou “Exterminador implacável” –  numa escrita muito cinematográfica.

As personagens lembram réplicas à paisana dos heróis da Marvel; Sagal é o sobrevivente de corpo retalhado, coberto de cicatrizes (…) com uma densidade psicológica que lembra Corto Maltese. Adorei a repetição da frase (marca d’água) “Estou a correr e penso. Quando corro, penso nessas merdas de antigamente. É passado, não interessa.” O ir e vir intercalado, entrelaçado de sequências narrativas da corrida, enquanto as memórias rebobinam em cada passada dura e sofrida, em cada bombada de sangue, em cada batida cardíaca. 

Os textos em itálico – como as rubricas do narrador na bd –  fazem efeito de espelho na narrativa, o relato na 1ª pessoa desdobra-se e Sagal faz três personagens, além de narrador omnisciente, é ele e ele, dialogando consigo próprio, procurando arrumar pensamentos e disciplinar raciocínios. Mas por ser tão pictórico, este livro mais parece um auto-retrato pelas coincidências do percurso de vida, das opções desportivas, embora com novidades que nunca se ouviram na boca do Zé Fraga nem na do Vítor Romão, as descrições do medo.

É-me difícil acreditar que, mesmo com o máximo de preparação e robustez psicológica, alguém possa passar incólume por situações tão terríveis. “Não sei se corro para recordar ou esquecer”. Sagal corre por outras razões: para ter a certeza de que está vivo, para se superar e ultrapassar fragilidades, para se fortalecer, para se flagelar (…) a corrida que impõe a si mesmo é afinal um sofrimento que ele controla. Deste modo, e bem ao contrário de Vítor Romão, Sagal conhece a ironia, e ainda melhor o sarcasmo, mas não o humor, conhece a vivacidade, mas não a alegria, conhece o conforto, mas não a felicidade, e não conhece a ternura, muito menos a paixão, nem saberia o que fazer com elas, muito menos vivenciar as belíssimas cenas eróticas de Vítor e Carmela. 

Aguardo com expectativa os próximos álbuns com novas aventuras (ilustradas?) do Leão do Sagal. Deixe que lhe diga, o António Brito é um grande escritor, a leitura dos seus livros dão-nos um imenso prazer.

Margarida Ramalho (leitora obsessiva)

30-05-2013
M. Cunha

Sobre SAGAL – Profeta do fim

Caríssimo António Brito, bem haja por me ter proporcionado mais uma boa leitura, pois, neste mês, após ter lido o seu livro «O Céu não pode esperar», acabei ontem o seu “Sagal-O Profeta do Fim” de que gostei ainda mais. Quem não deve gostar muito é a classe política e as seitas religiosas. Talvez tenha o gosto de o rever numa das nossas próximas tertúlias. Abraço.

M. Cunha (Escritor/Militar)

16-07-2015
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António Brito

 

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